50 ANOS DE CINOFILIA
Vivendo a cinofilia desde meu nascimento, posso afirmar que já vi de tudo.
Apaixonados e oportunistas.
Criadores de cães e criadores de casos.
Amantes e aproveitadores.
Gente do bem e gente do mal
Isso seria parte da essência do negócio se não virasse o próprio negócio.
Acabou-se a técnica e o talento profissional.
A mediocridade está imperando por todos os lados e hoje só importa o resultado, assim mesmo, somente ao que ganha,
pois a cinofilia está em uma rota direta rumo ao fundo do poço, e já não
atrai a atenção de quem não esteja ganhando.
Só para ilustrar, convivi e competi contra uma das melhores cinofilias do planeta, sem sair do país.
Idolatrei o Pent Kennels, de Evelina e Jayme Martinelli e seus inúmeros cracks e clientes poderosos.
Fui amigo pessoal e concorrente de Jose Carlos Guimarães, seus Sakkaras e Mackintosh.
Conheci a força do Bangor e seus cães competindo no exterior, sob a tutela de Maurício Schenneider e seus filhos.
Penei com o Roberjos e sua equipe de handlers e campeões, guindados por José Maurício Macline.
Finalmente ri e chorei com Alberto Bonfiglioli, e sua trupe do Santo Alberto, só para citar alguns.
Portanto, meus amigos, esta cinofiliazinha feita hoje não me atemoriza, não me amedronta, não me impõe respeito e não me atrai.
Acho que o devemos lutar para trazer a cinofilia para o lugar que ela merece, já que tivemos uma das melhores cinofilia do mundo e hoje carregamos o lixo e a escória do universo canino.
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